04/06/2018

Mudança de Postura em Relação aos Homens: Como era, como será

Olá, pessoal! E aí, tudo bem?

Pois então... eu quero dividir com vocês uma situação que beira o surreal. Por óbvio, não identificarei a pessoa, mas gostaria de contar para mostrar a vocês a significativa mudança de postura em relação aos homens que aconteceu nos últimos meses.

Era 14 de maio quando conheci uma nova colega dentro do grupo do Protig no HCPA. Por saber o quão difícil é se enturmar, e por que ela falou que é de Teutônia, sendo que eu morei durante quase 30 anos em Estrela, uma cidade vizinha e da qual Teutônia se emancipou.

Após a consulta, convidei-a para irmos à Lancheria Planetário, na esquina da Ramiro Barcelos com a Jerônimo de Ornelas. Durante o lanche, questionei-lhe a respeito de se já teve êxito com o Badoo e ela respondeu que sim. Não sei porque mas me animei em arriscar novamente nesta rede social de relacionamentos. Bem, naquela quinta-feira, eu aceitei convite para lanchar com um cara que conheci naquela noite. Já ao colocar a perna esquerda no carro, eu me arrependi: no rádio, música gospel. Durante o trajeto, consegui convencê-lo mudar o local de uma lancheria mequetrefe para o Ka-Churrasco, afinal, nem considerei aquilo um date. Aliás, foi melhor nem ter considerado um encontro desde o início. Até porque, posteriormente, ao conversarmos, descobri que o mesmo era um missionário de uma igreja evangélica ligada a um político hamburguense. Show, né? Uma mulher trans cara a cara, e de carona, com um missionário de uma igreja evangélica! É lógico que nem revelei a minha condição por uma questão de segurança.

Mas eu não desisti. Continuei conversando com outros caras que entraram em contato comigo. Eis que surge, das cinzas, tal como uma fênix, o primeiro cara com quem eu saí lá em 2013. Ao todo, foram três encontros em um intervalo de cerca de um ano. O grande defeito dele - e aqui é possível que eu seja extremamente criticada: é casado. 

Antes de prosseguir, é mister que eu explique os contextos. Àquela época, eu não possuía qualquer amor próprio. Assim, eu me sujeitava a sair com quem quer que fosse por não me valorizar. Contudo, eu sempre tive uma exigência: jamais fazia qualquer atividade sexual sem camisinha. E isso sempre incluiu sexo oral (Aliás, na última sessão do grupo, estávamos debatendo como negociávamos o uso da camisinha na hora do sexo, e eu respondi que comigo não há negociação: ou se faz com camisinha ou não se faz. Tal afirmação feita de forma tão categórica mereceu um cumprimento da enfermeira do grupo). Penso que tal cuidado, de certa forma, não deixava de ser um pequeno resquício - ou seria indício? - de amor-próprio. Mas enfim...

Agora, a situação mudou de figura. Eu passei a selecionar os caras e a ser mais dura com eles. Por outro lado, isso não quer dizer que não vá mais sair com caras casados, apesar de ter consciência dos riscos. Mas penso que se eu me interessar pelo sujeito, por que me negar? Afinal, quem estará traindo? Eu que não certamente. À mim, caberá apenas o papel de coadjuvante. Além disso, se o cara quiser trair, trairá. Então, que seja comigo, caso o interesse seja recíproco, é claro.

Bem, de volta ao cara de três parágrafos acima. Eis que ele me encontrou de novo no Badoo! Combinamos um encontro para o início da noite de quinta-feira passada. A iniciativa foi dele e marcamos para às 18 horas. Porém, no horário combinado, nada de ele aparecer. Bem, fui obrigada a enviar uma mensagem para o WhatsApp do sujeito, que, ao me responder, se saiu com a seguinte desculpa esfarrapada: "Oi, tenho missa para ir com minha filha. Desculpe, a minha esposa me falou agora há pouco". Trocada por uma missa! Logo quem, uma ateia. Mas deixe passar.

Sábado à noite, puxo conversa com ele que logo sugere nos encontrarmos no domingo. Reagendamos o encontro para às 14 horas. Organizo meu dia em função da ocasião. Tomo banho, almoço, passo na farmácia (pois era preciso comprar gazes para a minha mãe. Aliás, aproveitei o ensejo para comprar um novo gel lubrificante, pois o que tinha estava vencido) e, por fim, no banco (afinal, eu havia concordado em pagar o motel e considerei mais prático usar dinheiro).

Estava começando a me arrumar - literalmente, pois eu ia iniciar a maquiagem -, quando recebo uma mensagem no WhatsApp, avisando que não iria sair de casa. A "justificativa" era de que "está muito frio. Vamos deixar para outro dia que seja melhor para a gente poder curtir bastante sem medo do frio". Reproduzo, abaixo, o diálogo travado:

- Eu: Sei...
- Ele: Tô encarangando. Pés gelados.
- Eu: Detesto ser feita de trouxa... Se você acha que irei mendigar por um encontro, esqueça.
- Ele: Tudo bem, você está levando para outro lado mas eu não estou te tirando. Quero muito poder te encontrar. E aproveitarmos juntos
 - Eu: Olha, (...) ... antigamente, eu me sujeitava à qualquer situação. Agora, não. Eu aprendi a me dar valor. Eu quero sim que a gente aproveite junto. Mas adivinhe só... o inverno está prestes a começar no Rio Grande do Sul... Mas, enfim... você não quer me encontrar, paciência. Afinal, eu tenho mais o que fazer...
- Ele: Que bom então uma hora dessas dá certo mas existem dias que não estão tão frios iguais a hoje.
- Eu: Tudo bem, é com você...

Esta tarde, porém, a temperatura mudou e quem me manda mensagem no WhatsApp? Sim, o próprio:
- Ele: Oiiii, tudo bem? Está por onde agora?

(Essa pergunta me irritou profundamente porque suspeitei que ele estivesse imaginando que eu estaria disponível a qualquer tempo para ele. Por isso, tive a reação que segue)

- Eu: Oi. Tipo... estou ocupada.
- Ele: Sim, tudo bem...
- Eu: Além disso, o calor do Sol aquece meu corpo e meu coração.

A reação dele? 

"😍🌹🌹🌹🌹😘😘😘
  🤩🥂🎂🎂🎊🎊🎊
   Tudo bem.
   Uma hora dá certo.
   😍😘😘😘😘😘😘
   🙌🙌🙌🙌🙌
   🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻"

De qualquer forma, todas essas reações em relação à situação, demonstram um amadurecimento e a obtenção de uma autovalorização que até então não existia. Pelo visto, estou sabendo lidar melhor com os homens. O que, aliás, não deixa de ser uma grande vitória.

Ao mostrar o desenrolar dessa conversa, que beira a insanidade, à uma amiga, ela me disse que o cara demonstrou que iria correr atrás de mim. Sinceramente, não faço ideia de quais serão as cenas dos próximos capítulos, porém, de uma coisa, eu tenho uma certeza: se os esquimós seguissem a filosofia desse cara, já estariam extintos há muito tempo!

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09/05/2018

Adeus, "Guerreiro"!

Olá, pessoal, tudo bem?

Então... tenho uma novidade chocante que gostaria de compartilhar com vocês. Após 17 anos, 5 meses e 13 dias, eu me desfiz do carro que ganhei de presente de formatura dos meus avós! Chocante, não?

Bem, na verdade, precisamos entender que tudo na vida tem o seu ciclo. Uma hora isso fatalmente iria acontecer. Mais cedo ou mais tarde. E eu já vinha me preparando psicologicamente para isso há algum tempo. Sem dúvida, a preparação contribuiu para o momento. Ainda assim, quando estava chegando à revenda de carros, eu conversei com o Guerreiro e o agradeci pela longa parceria que tivemos. Naturalmente que, ao desligar o carro e sair dele, eu estava um tanto emocionada, mas respirei fundo e fui em frente.

E lá nesta revenda eu conheci uma pessoa maravilhosa. Conversei longamente com a esposa do cara com quem negociei na tarde de ontem. Descobrimos que possuímos muitas coisas em comum: temos a mesma idade, somos de Libra e fazemos aniversário com uma diferença de apenas cinco dias... 

Antes de sair, ela me pediu para eu tirar um cartão com uma mensagem dentro de uma caixinha chamada Baú Mágico Madame Nova Era. Eis o que estava escrito neste cartão:
"Para ter o que deseja, sorte, amor, fortuna... o que quer que seja, é necessário um movimento. Ponha sua vida em ordem e teus sonhos se realizarão num momento".
De fato, o que mais me causou espécie, é que a mensagem corresponde integralmente ao momento em que estou em minha vida. Sem dúvida, e quem me conhece sabe, que tenho feito muito por mim desde o início de 2017 quando decidi que precisava organizar a minha vida. Dei muita cabeçada, muito murro em ponta de faca, perdi o foco, refoquei, perdi o tesão pela política, recuperei o tesão, desanimei novamente por conta da execução da Marielle, e tirei forças sabe-se lá de onde para voltar à militância política. Além disso, a vida pessoal está melhorando de forma significativa e estou muitíssimo animada!

Sem dúvida, tenho a convicção de que novidades realmente magnânimas vêm por aí!

Aos poucos, conforme as coisas forem evoluindo, eu vou contando-as para vocês.

Por enquanto, era isto. Mas podem ter certeza de que em breve estarei de volta...

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29/04/2018

Mudanças de Posturas

Olá, pessoal, tudo bem? Êta semaninha mais puxada essa...

Como contei em minha postagem anterior, eu iniciei na última segunda, a elaboração de um Bullet Journal. Devo admitir que jamais imaginaria que a ideia fosse tão certa! Certamente haverá um segundo volume em breve, muito breve, pois já estou fazendo anotações na página 109 do caderno que contém exatas 160 páginas. Ou seja, não preciso explicar o que isso significa...

Aliás, é preciso destacar que, apesar do lançamento dos compromissos e das movimentações financeiras, decidi que meu Bullet Journal seria voltado para a transcrição de dicas de moda e beleza por parte do Arlindo Grund (um dos apresentadores da versão brasileira do "Esquadrão da Moda") e da jornalista Fabiana Scaranzi (autora do livro "Mulheres, muito além do salto alto)A ideia é que eu tenha essas dicas sempre à mão, pois nunca se sabe quando precisarei colocá-las em prática.

Entretanto, já estou começando a pensar em como conceberei o segundo volume do "Luiza's Bullet Journal". Nele, deverei elaborar projetos, planos e execuções, além de outras ideias a serem viabilizadas.

Como vocês já devem ter percebido, ando bastante empolgada com o Bullet Journal. E não é para menos, pois, finalmente, estou conseguindo me organizar. É fato mais do que consumado que não foi aplicar o método GTD com o uso do Evernote. Porém, isso não significa que decidi abandonar o método GTD. Aliás, muito pelo contrário! Apenas mudarei a forma de abordagem. Doravante, combinarei-o com o método Pomodoro e farei as anotações diretamente no segundo volume do Bullet Journal. "Mas, Luíza, será que você não está se precipitando?". Ao que serei obrigada a responder que, apesar de neste momento, eu ter sido desaconselhada a fazer planejamentos a médio e longo prazos, eu já me sinto mais confiante para tentar. De fato, recebi essa sugestão - de não planejar a médio e longo prazos agora - da chefe da equipe de Psiquiatria do HCPA, dra. Carolina Blaya Dreher. Por outro lado, isto ocorreu tem cerca de três semanas quando eu ainda me encontrava em uma situação tão promissora. De lá para cá, muitas coisas positivas ocorrerão em minha vida!

A propósito do Bullet Journal, convém salientar que, decidi adotar tal sistema como caixa de entrada, que, aliás, é o conceito mais importante dentro do método GTD. Pelo menos, na minha percepção.

De qualquer forma, gostaria de reiterar que preparem-se para algumas novidades que vêm por aí. Não custa recordar que, no terceiro parágrafo deste texto, eu comentei estar transcrevendo dicas do Grund e da Scaranzi a respeito de moda e beleza. Além disso, reforço que nas próximas semanas, compartilharei aqui, neste blog, uma novidade extraordinária e que dividirá a minha existência entre antes e depois dela. Aliás, se você achava que minha vida seria dividida apenas entre antes e depois da assunção da Luíza, sorry, but você não sabe de nada. 

Ah, outra coisa: saibam que, nestas últimas semanas, andei adquirindo um empoderamento como jamais havia experimentado antes... Ou seja: preparem-se! Se não souber brincar, nem desça para o play, ok?, pois quem com ferro, fere, com ferro será ferido...

Não menos importante é salientar que, muitas, mas muitas novidades positivas estão a caminho! Entretanto, apenas algumas pessoas serão colocadas a par, como, por exemplo, a minha psicóloga, a minha psiquiatra e, naturalmente, meu Bullet Journal. As demais pessoas, incluindo amigas próximas e a meus familiares (cujo núcleo central é bem escasso) só serão informados à medida em que tudo for se concretizando. Sim, é isso mesmo: a partir de agora, haverá informações que, por serem consideradas estratégicas, serão mantidas sob o mais alto grau de sigilo. Poucas, pouquíssimas pessoas mesmo terão conhecimento acerca delas antes de sua concretização. Logicamente, isso não significa que eu não goste dessas pessoas, porém, eu passarei ser bem mais restrita acerca de meus relatos. E não se trata de questão de privacidade, não, mas de zelo.

I have a projects. Ambicious projects. E eu me empenharei ao máximo em executá-los. Entretanto, até a conclusão de cada um deles, eu manterei discrição a respeito.

E, sim, definitivamente, eu me sinto viva. Eu me sinto livre. E eu me sinto uma mulher cada vez mais poderosa e empoderada! 💪

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25/04/2018

Bullet Journal, Visita à Delícias e Pré-Aviso de Novidade Extraordinária

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Decidi escrever para compartilhar minha animação e satisfação com as conquistas que venho obtendo e também, por que não, com mudanças promissoras que estão a caminho.

Antes de mais nada, porém, é mister que eu manifeste o amor que sinto pela vida como um todo. Percebam que não estou afirmando que estou satisfeita com a minha vida atual, mas sim que eu amo viver! Sim, eu amo viver! Eu amo estar viva! Tenho meus problemas, tenho meus desafios, tenho minhas lutas, e até minhas cruzadas, mas... quem não as têm?

Os obstáculos e desafios diários servem para serem superados e também como formas de aprendizados e aperfeiçoamentos. Como sabem, sou ateia e, por conseguinte, não acredito em vida após a morte, reencarnação ou qualquer outras alegações religiosas e/ou espirituais. Por isso, entendo que precisamos aproveitar a nossa vida da melhor maneira possível. E cada vez tenho mais me dedicado a isso!

Bem, mas o que quero que saibam é que estou bem animada com as próximas semanas quando terei compromissos importantes na agenda. Porém, por enquanto, prefiro mantê-las sob sigilo, especialmente, a desta semana sobre a qual ainda não fui notificada oficialmente (na verdade, estou aguardando a publicação da informação).

Além disso, a aplicação do Método Pomodoro e o recente incentivo, por parte da minha psicóloga, para que eu faça um Bullett Journal, tem me deixado bem animada. Sobre o Bullet Journal, aliás, há uma implicação um pouco mais profunda em sua adoção: há algumas noites eu deletei todas as notas e, posteriormente, excluí a minha conta, bem como removi o Evernote do meu computador. Por quê fiz isso? Porque me convenci que, para mim, a melhor forma de organização, é através da família de produtos da Google (InBox, Drive, Agenda, You Tube, Mapas e, claro, o Blogger).


Na segunda-feira, eu adquiri um caderno moleskine (próprio para a criação de Bullet Journal). Fui muitíssimo bem atendida por uma funcionária chamada Camila em uma loja da rede Clip, na avenida Independência, em Porto Alegre. Além do caderno, comprei quatro canetas coloridas. Ao chegar em casa, iniciei a viagem por este fantástico universo. Em meu caderno haverá de tudo um pouco: calendários com os compromissos e de organização financeira, letras de músicas, músicas traduzidas, espaço para lançar ideias de textos e vídeos, e, por fim, uma parte (que, pelo que já percebi, ocupará a maior parte do caderno) que denominei de "Projeto Luiza".


Caderno Moleskine da Frida Kahlo

Este "Projeto Luiza", após finalizada sua elaboração, será constituído por dicas de moda, e beleza, além de incluir listas relacionadas às duas áreas. Ou seja: deverá ser bem completo! No momento, estou extraindo dicas do livro "Nada para Vestir", do Arnaldo Grund. O que importa é que estou bastante animada com a ideia deste projeto.

Também é interessante comentar a respeito da minha à Delícias Confeitaria e Café. Após eu ter feito uma avaliação mediana, com comentário crítico em relação ao pão de sanduíche, entraram em contato e me convidaram para ir lá. Ao chegar por lá, a funcionária que sempre me atendia veio ao meu encontro e conversamos. Ela me ofereceu um café por cortesia da casa. Aproveitei 
para pedir uma torrada de queijo (ou queijo quente, em outros Estados brasileiros) e dois pães de queijo. Ela queria que me oferecer tudo como cortesia, mas fiz questão de pagar pelo que eu pedi. Acertamos, então, que o café e o pão de sanduíche seriam cortesia. Enquanto estive por lá, continuei com as minhas anotações no caderno. Na saída, eu ainda peguei um pacote de biscoito amantegado.

À noite, fui muito motivada para a academia. Treinei feliz e cônscia de que nos próximos dias, mas bem próximos mesmo, poderei compartilhar com vocês uma novidade extraordinária. Daquelas que fazem a vida girar 180º e que realmente interfere, de forma positiva, e decisiva. Tal novidade constituir-se-á de um marco. Um divisor de água. Minha vida será dividida em antes e depois desse marco. E de forma definitiva. Em caráter irretratável. De maneira irrevogável. Sim, é tudo isso mesmo. Enfim, preparem-se porque eu não estou exagerando.

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20/04/2018

Sobre as Consultas e o Prontuário

Olá, pessoal, tudo bem com vocês? Espero, sinceramente, que sim. Quanto à mim, as notícias não poderiam ser mais animadoras!

Na tarde de ontem fui a Porto Alegre onde tive duas consultas: psicóloga e psiquiatra. Com relação à psicóloga, após termos vibrado com a minha maiúscula conquista no que concerne a obtenção do Título de Eleitor já contendo a assinatura com meu futuro - e iminente - novo nome civil, conversamos a respeito do exercício que tratava dos sabotadores internos. Em suma, o que preciso fazer daqui para frente é aplicá-lo sempre que houver necessidade. Para  tanto, a Fernanda me sugeriu que eu digite o exercício e o transforme em um documento na nuvem. E assim eu o farei.

Como previsto, ontem consegui ir ao Café do Avesso tomar um café e comer um pão de queijo. Infelizmente, não pude permanecer muito tempo por lá, pois queria chegar ao HCPA antes das 16 horas para retirar meu prontuário. E consegui.

Aproveitei o longo tempo de espera - mais de uma hora - para fazer uma leitura dinâmica do documento. Além dos exames, do histórico de visitas ao HCPA e do documento cirúrgico da fimose, havia o relatório de todas as consultas que já fiz por lá. Noventa páginas de considerações a meu respeito desde o dia em que lá ingressei em 02 de maio de 2011. Naturalmente que não irei compartilharei o conteúdo com vocês, por uma questão de sigilo médico. Teve momentos, durante a leitura, que eu ria. De nervosa. Isto porque, finalmente, eu percebi o quão próxima eu estive de receber "alta", por assim dizer do Protig. Por outro lado, este mesmo documento me convenceu de que toda a minha queda de braço inicial com a equipe do Protig valeu a pena, pois talvez eu não estivesse lá agora. Não que esta queda de braço tenha sido saudável. Muito pelo contrário, custou-me um tanto caro. De qualquer forma, o que importa é que está tudo muito bem encaminhado por lá. 

Já a consulta com a psiquiatra foi maravilhosa. Saí de lá com o ânimo renovado, pois a Isadora me fez perceber as enormes conquistas que já tive em minha vida e que eu preciso acreditar mais em mim, pois eu tenho capacidade.

Enfim, a luta continua até a vitória final. 

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18/04/2018

Outra Grande Conquista na Justiça Eleitoral

Olá, pessoal!

Confesso que fiquei na dúvida onde relatar em maiúscula Conquista junto à Justiça Eleitoral, se aqui ou no Transborda. No fim, decidi que aqui seria o local mais apropriado porque se tratou de uma vitória pessoal. 

Tudo começou no dia 03 de abril quando abriu o prazo para que pessoas transgêneras pudessem ir até o Cartório Eleitoral da sua Zona para confeccionarem o Título de Eleitor com seu Nome Social. O atendimento transcorria bem até o momento em que soube que eu teria de assinar o documento com o meu nome civil. Protestei comentando que estava com meu processo de retificação de nome em vias de receber o veredicto da juíza que está cuidando do caso. Não tardou para que surgisse a chefe do Cartório Eleitoral, a Angela Hartmann, conversar comigo. Ela disse que se lembrava de mim da campanha eleitoral de 2016. Ela me explicou, então, que, apesar de possibilitar a confecção do Título de Eleitor com o Nome Social, a Resolução TSE 23.562/2018, não traria previsão para o uso da assinatura, nem a inclusão deste na lista de votação. 

Agora há pouco, recebo uma ligação de um número que não estava em minha agenda de contatos, porém, como era área 51 atendi: qual não foi meu choque, minha surpresa, ao descobrir que era do Cartório Eleitoral? Do outro lado da linha estava o funcionário que me atendera naquele dia. Disse estar me ligando com a autorização da Chefe do Cartório e me convocando para ir até lá para finalizar o Título de Eleitor com o uso do Nome Social na assinatura! Saí de casa na mesma hora e me dirigi até lá.

Ao chegar no Cartório, o soldado do Exército que estava na recepção me questionou o que seria e eu disse que estavam me esperando. O funcionário fez um sinal e o soldado liberou a passagem. Ao chegar o guichê, cumprimentei cordialmente o servidor que me encarou com um sorriso e perguntou: "Vamos concluir o teu Título?". E o atendimento continuou exatamente do ponto onde havia parado. Ele pediu para que eu assinasse no sistema, tiramos uma foto, fizemos a biometria de todos os dedos das mãos e, por fim, assinei no documento e no recibo a ser arquivado. E estava finalizado o atendimento. Pedi-lhe, por fim, que agradecesse por mim à Chefe do Cartório, pois soube que a mesma se empenhou em ir atrás de informações e autorizações que possibilitassem tal permissão.

E assim se deu mais uma importante Conquista de minha pessoa.

Enfim... não tenho palavras para descrever a minha suprema alegria com esta importante Vitória. Estou realizada! 

Ah, e como não poderia deixar de ser, gostaria de expressar publicamente meus agradecimentos à Angela e a todos os servidores do Cartório Eleitoral que sempre tão bem me atendem!

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PS: Para quem não entendeu o título, eu explico: em 2016, fui candidata à vereadora em Novo Hamburgo pelo PSOL tendo obtido o registro da minha candidatura com o Nome Social e preenchendo a cota de gênero feminino.

17/04/2018

Sobre Relacionamentos, Orientação Sexual e Panvel

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Eis-me aqui novamente, pois lembrei de um relato que gostaria de ter feito anteriormente. Aproveitarei o ensejo para contar uma novidade.

Após a reunião com a equipe de psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) decidi encerrar meus perfis nas redes sociais de relacionamento, mais precisamente Tinder e Badoo. Afinal, nem elas, nem Happn, Bumble ou qualquer outra plataforma que se proponha a conectar pessoas para relacionamentos, entrega, de fato, o que se espera. Está bem que mesmo em uma danceteria, um bar, na academia ou outros locais não encontraremos o par perfeito. Por quê? Porque, até onde tenho conhecimento, todas as pessoas têm defeitos! Entretanto, e esta é a diferença, as pessoas com quem mantemos contato via internet - salvo raríssimas exceções (e aqui devo incluir minha amiga carioca Paula) -, não são nada confiáveis. Escrevo isto pois tive muitas decepções oriundas, sobretudo do Badoo, com homens com os quais me encontrei. Poderia discorrer a respeito, mas não o farei, porque, sinceramente, não vale a pena perder tempo com más recordações.

O que importa, de fato, é que decidi abandonar um hábito - recorrer a tais redes sociais - e, quando for possível, mudar o foco para conhecer homens reais, mulheres reais, com os quais e com as quais, eu possa a vir me relacionar. Percebam, aliás, que eu não estou fechando as portas. Muito pelo contrário! Sou uma mulher aberta a todas as possibilidades. Ao invés de me rotular como heterossexual - e assim me inserir em uma caixinha -, prefiro não fazê-lo, afinal, a sexualidade humana é muito ampla e penso que não devemos delimitá-la. Confesso, porém, que já tentei fazê-lo e desisti. E desisti justamente por perceber que não há necessidade, nem, tampouco, sou obrigada a me enquadrar em orientações sexuais pré-estabelecidas apenas para agradar uma sociedade cisheteronormativa e perversa.

Por outro lado, a novidade que eu gostaria de compartilhar com vocês é que agora há pouco eu fui na Panvel comprar minha Espironolactona e questionei o caixa se seria possível trocar o nome no cadastro da farmácia. Prontamente, ele chamou a gerente, que ouviu atentamente a minha solicitação. Após algum tempo, ela reapareceu e me chamou: "Luiza". Disse-me que havia dado tudo certo e pediu para eu assinar um canhoto. Ao que lhe disse: "Para vocês pode parecer bobagem, mas para nós é muito importante". Porém, o que mais me deixou feliz foi a forma respeitosa com que ela tratou toda a situação. Claro que, sua resposta foi muito mais protocolar do que qualquer outra coisa, mas foi reconfortante ouvir: "Pode contar comigo sempre que precisar".

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Método Pomodoro, Estrela, Lajeado e Coligay

Olá, pessoal, tudo bem?

Quinta-feira última foi um dia bem interessante: primeiro uma consulta muito bacana com a psicóloga; depois, uma reunião com uma colega de partido a fim de iniciar o planejamento de uma atividade sobre transfeminismo (e, por hora, é tudo o que revelarei); por fim, uma consulta duas em uma: psiquiatria individual e, posteriormente, com a equipe de psiquiatria a qual está vinculada à psiquiatra.

Devido à confidencialidade médico-paciente não posso tecer maiores comentários a respeito das consultas, porém, considerei-as muito promissoras. De qualquer forma, em síntese, a Dra. Carolina Blaya Dreher, a chefe da equipe, sugeriu que eu adotasse um método chamado Pomodoro para manter o foco nas atividades diárias. Funciona assim: cada ciclo é composto por quatro Pomodoros de 25 minutos cada. Entre um Pomodoro e outro há um intervalo de 5 minutos de descanso. Esta foi a orientação que me passou. Porém, como vocês bem sabem, a Luiza aqui é extremamente curiosa e decidiu pesquisar o método Pomodoro. O objetivo era conhecê-lo melhor. Foi quando descobri que após o quarto ciclo deve-se fazer um intervalo de 30 minutos e que o Tempo Pomodoro tem seus problemas.


Se vai funcionar, ou não, só o tempo dirá. Espero, sinceramente, que funcione.

No domingo, fui com a minha mãe para Estrela visitar meu irmão, meu sobrinho e minha cunhada. Fomos recepcionadas com um delicioso churrasco.  À tarde, fui a Lajeado onde encontrei uma ex-colega de escola rapidamente com o intuito de recuperar uma blusa que ficara no carro dela quando do nosso encontro no ano passado. Depois, aproveitei o ensejo para descobrir a localização de uma clínica de cirurgia plástica e medicina estética de uma outra ex-colega. Confesso que, neste caso, eu apanhei um pouco para achar, mesmo com o GPS do carro, pois eu simplesmente passei batida pela clínica! Quando encontrei, estacionei o veículo, atravessei a rua e fiquei contemplando o prédio. Sem dúvida, aparenta ter uma grande estrutura, pois, segundo consta no sítio, tem até quartos de hotelaria para repouso pós-cirúrgico (penso que deva ser algo como mini-UTIs ou salas de recuperação, mas em formas de quartos com conceitos de hotelaria. Mas, claro, trata-se de mero palpite, pois sequer visitei a clínica por dentro).

O fato é que, ao final da tarde, eu peguei meu travesseiro, encostei no braço do sofá da sala de televisão, e apaguei. Despertei horas depois e fui deitar após das 23 horas lembrando de que precisaria estar bem disposta para dirigir até Novo Hamburgo na manhã seguinte - aliás, eu odeio dirigir longas distâncias pela manhã. Tive uma noite complicada com muita dificuldade para dormir. O resultado é que, no dia seguinte, eu não consegui completar a viagem de volta. Foi preciso que eu passasse o carro para a minha mãe mesmo sabendo que ela não se encontra nas condições mais adequadas para a condução. De certa maneira, senti-me culpada por isso. 

Outro registro a respeito de nossa visita ao meu irmão, é que aproveitei para resgatar o livro Coligay - Tricolor e de todas as cores, do Léo Gerchmann, que conta a curta trajetória da torcida Coligay, composta por torcedores LGBTs do Grêmio, e que existiu entre 1977 e 1983, e que havia ficado por lá após nossa última ida - há duas semanas.

Para o dia de hoje, a minha principal atividade é a participação em um evento no Instituto Ivoti de Ensino Superior no início da noite.

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01/04/2018

Uma Pequena Vitória sobre Meus Sabotadores Internos

Olá, pessoal, tudo bem?

Estou passando para contar uma pequena grande vitória. Cada vez mais tenho me questionado a respeito das dificuldades que possuo para conquistar a minha independência financeira. Porém, acredito que a pequena vitória que obtive esse final de semana possa ser considerada como um sopro de esperança no que toca este objetivo primordial.

Pela primeira vez, em muitos anos, eu realizei uma viagem de ida e volta, com a presença de minha mãe ao lado no carro. Ano passado, é verdade, eu fizera uma viagem ida e volta para Tramandaí mas em outra circunstância: no caso, a pessoa que estava comigo não poderia dirigir o veículo, pois estávamos com o carro da minha mãe.


Mas, desta vez, não. Foi diferente. A minha mãe estava ao meu lado e, ao contrário das nossas últimas viagens, eu não solicitei que ela assumisse a condução do carro. Na ida a Estrela, isso não foi absolutamente necessário, pois a viagem foi à tarde e, por isso mesmo, tranquila, visto que é meu horário preferido para viajar dirigindo. 


Quanto à hoje, apesar de ter ficado um pouco cansada durante a viagem, isto ocorreu mais no trecho final e, a sensação de sonolência foi superada com uma xícara de café na Casa de Cuca, em Portão. Além disso, eu sabia que não tinha como pedir à minha mãe que assumisse a direção devido aos incômodos que ela vêm sentindo no lado direito do corpo que dificultaria que ela usasse o acelerador.


Da mesma forma que ocorreu no caso da viagem, espero conseguir me superar a fim de conquistar a independência financeira. E o que eu preciso para que isto aconteça? Bem, antes de mais nada, eu preciso compreender como conter meus sabotadores internos. A este respeito deles é preciso que eu registre que a primeira vez em que ouvi sobre eles foi em um evento da Mary Kay, organizado por duas diretoras nacionais, em Osório, há alguns anos. Na ocasião, tivemos uma palestra com Wellington Bega que nos explicou sobre os sabotadores.


Em Osório, o primeiro apontou sete tipos: crítico, perfeccionista, negativo, protelador, inquieto, vítima e prestativo. Entretanto, no link acima, menciona os mesmos dez de Shirzad Chamine: o crítico, o insistente, o prestativo, o hiper-realizador, a vítima, o hiper-racional, o hipervigilante, o inquieto, o controlador e o esquivo.

Nesta semana, eu decidi pesquisar mais a respeito, a fim de ter uma melhor noção do que devo fazer para combatê-los. E eu irei me empenhar em superá-los para que eu possa atingir meus objetivos. Por isto mesmo, amanhã, irei a Porto Alegre consultar com minha psicóloga, pois eu quero vencer a mim mesma!


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26/03/2018

Momentos de Terror no 495

Olá, pessoal, tudo bem?

Meu dia foi muito cansativo e tenso. Afora a sessão do grupo do Protig desta manhã, houve um outro episódio que eu quero - e preciso - compartilhar com vocês.

Como de costume quando vou ao HCPA, desci na Estação Rodoviária e peguei um ônibus qualquer com destino ao local e que tem como percurso a Av. Mauá, fazendo parada na Praça Parobé (junto ao Mercado Público), depois pega a Júlio de Castilhos, passa pelo Túnel da Conceição e ingressa na av. Osvaldo Aranha. Eu desço logo após a troca do nome da via de Osvaldo Aranha para Protásio Alves no cruzamento com a Ramiro Barcelos. No caso desta manhã, foi um ônibus da linha 495 - Manoel Elias, da Via Leste.

Havia muita gente dentro do ônibus até a Praça Parobé. Como de costume, ao chegar ao Mercado, quase todos passageiros desembarcaram e outros subiram. E isso é tão habitual como respirar. Porém, desta vez, foi diferente. E como foi... 😢

Quando vi um senhor caminhando pelo corredor logo após passar a roleta, torci para que ele não se sentasse ao meu lado, pois fiquei com um mau pressentimento (Sim, eu sei pode parecer que foi um pré-conceito, mas quero acreditar que foi a mais genuína intuição feminina).

Logo que se sentou ao meu lado, já foi possível perceber dois fortes odores exalados por ele: o da bebida e o do cigarro. Não tardou para que iniciasse a importunação. Sua "justificativa": queria que o ajudasse a fechar a sua carteira... Sim, foi isso mesmo que vocês leram! Após a primeira tentativa frustrada de ignorá-lo, ele voltou à carga. Foi aí que pedi licença e me levantei.

Dirigi-me à parte da frente do ônibus e sentei-me ao lado de uma outra mulher. Então, achei por bem explicar a razão que me levou a sentar-se do seu lado. E ela logo compreendeu e disparou que alguns homens são muito abusados.

O ônibus seguiu transitando tranquilamente até a parada em que eu desci. Porém, como havia visto uma outra garota sendo importunada pelo mesmo senhor e, como foi possível observar, com a mesma alegação, ao passar pela parte do ônibus em que eles estavam, julguei por bem bater duas vezes na janela de modo a alertá-la. Olhei para trás e percebi que ela viu que eu havia batido. Não sei como terminou a história, mas foi a forma que encontrei de tentar ajudá-la.

Vocês devem estar se perguntando como eu me senti com tudo isto. E eu só tenho uma resposta: mal. Pela primeira vez eu me senti vulnerável enquanto mulher dentro do transporte público. Eu jamais havia vivenciado os sentimentos pelos quais passei esta manhã. Foram verdadeiros momentos de pânico, terror.

Espero que eu tenha mais sorte da próxima vez.

💋

19/03/2018

Sobre o Gre-Nal e Outros Assuntos

Olá, pessoal, tudo bem?

Tudo anda muito punk por aqui! Semana passada tive consulta de psiquiatria no HCPA e me solicitaram que eu passasse a guardar as cascas que removo das feridas. E assim tenho feito. Estou me utilizando de um pote transparente para tanto. A parte mais complicada é fazer os devidos registros sobre TODAS as coceiras. É lógico que isto é impossível. Do contrário, não faria outra coisa. Portanto, estou fazendo os registros mais significativos. Assim, pelo menos, ter-se-á uma boa ideia dos estragos que venho proporcionando à minha pele e a(s) razão(ões) deles.

Com relação ao final de semana, não posso deixar de registrar a magnífica e acachapante vitória por goleada do Grêmio sobre o Internacional por 3 x 0, na Arena, no jogo de ida pelas quartas-de-finais do Campeonato Gaúcho. Está certo que haverá a partida de volta, porém, o próprio D'Alessandro já reconheceu que é praticamente impossível reverter a vantagem no Beira-Rio. E, apesar de o primeiro tempo ter pendido para o lado colorado, eles não tiveram quaisquer chances de superar o extraordinário Marcelo Grohe. Então, na única chance real de gol no primeiro tempo, o Grêmio abriu o placar com Éverton, após uma jogada muito bem trabalhada. No segundo tempo, Jael em cobrança de falta na intermediária, e Arthur, que entrou livre na área, após passe de ombro de Jael, completaram a goleada. Agora, é preciso conter a euforia até o apito final da partida de quarta-feira para comemorar a vaga às semi-finais.

Quanto ao dia de hoje, devido a chuva, não houve, conforme o previsto, a instalação da NET aqui em casa. Tive de reagendar o serviço para sexta-feira a partir do meio-dia... Faz parte.

Por outro lado, recebi uma boa notícia, a qual, por enquanto, não posso compartilhar com vocês. Tudo o que posso escrever, por ora, é que tudo está se encaminhando para os finalmentes e que eu estou muito perto de alcançar a maior vitória da minha vida!

Ah, e eu já ia me esquecendo... Nesta quinta-feira, irei me encontrar com uma grande amiga em Porto Alegre. Nosso encontro deve ocorrer assim que eu sair da minha psicóloga e deverá compreender o intervalo entre as duas consultas que terei naquele dia. 

Enfim, apesar do contratempo com a NET, estou realmente muito feliz!

💋

17/03/2018

Rompendo com a Inércia

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? É de conhecimento geral que desde janeiro do ano passado estou em busca de diversos aperfeiçoamentos pessoais. Melhorias. De lá para cá, fiz cirurgia de fimose (no caso, descolamento da pele), fui diagnosticada com TARE-A e, recentemente, com skin picking. O tratamento será baseado em terapia cognitiva-comportamental. 

Neste meio tempo estava decidida em me tornar personal organizer, porém, depois eu percebi que não possuía o dom necessário. Foi quando eu vi um documentário do Iron Maiden, no início de novembro, que fez com quem renascesse minha veia jornalística. E isto me levou a fazer um curso de orientação profissional na Unisinos - afinal, eu sou egressa da Unisinos.

Recentemente, eu me inscrevi em um curso para jornalistas freelancers, da BRIO Hunter, comandada por um ex-repórter da Folha de S. Paulo, o Breno Costa. Ao todo, são 14 vídeo-aulas. As aulas do primeiro eixo foram fáceis de serem vistas, afinal, pois estavam no Vimeo. O problema tem sido as aulas do segundo eixo - que foram lives através do Crowdcast. Mas eu hei de chegar lá!

Por que escrevo tudo isto? Para contextualizar o que vem a seguir.

Após uma semana intensa e desgastante, eu já havia decidido que não iria na manicure fazer as unhas, afinal, estava precisando economizar. De fato, eu não iria. Até que ela me enviou uma mensagem no whatsapp e eu decidi agendar o horário. Por quê?

Porque eu me dei conta de que é preciso haver uma mudança de postura da minha parte!

Não posso ficar eternamente acomodada, sem iniciativa, por conta de traumas de infância provocados por um pai opressor que, graças às mais variadas formas de opressão, conseguiu minar a minha capacidade de tomar iniciativa.

É justamente a falta de iniciativa que explica meu insucesso como revendedora de lingeries e, em parte, como consultora de beleza da Mary Kay. É aquele receio de procurar a cliente e ouvir um "não"; é aquele de receio de procurar a cliente e ouvir grosserias e/ou ser destratada.

É preciso romper com a inércia! Por isto, eu fiz um levantamento de todos os gastos pessoais para eu ter uma ideia da necessidade financeira pessoal. Assim, eu descobri o óbvio mais do que ululante. Algo que até o mundo mineral já sabia. Que eu realmente precisarei me empenhar de forma a ter renda suficiente sem ter de que continuar dependendo da minha mãe. E percebam que aqui nem estou falando em sair de casa, pois, em meus cálculos, eu dividi quatro despesas  entre nós: água, luz, IPTU e TV por assinatura/telefonia/internet.

Logicamente eu tenho uma longa jornada pela frente até atingir meus objetivos. Por isto mesmo, estabeleci como prioridade minhas vidas profissional e pessoal. Doravante, pretendo me afastar da militância político-partidária e, consequentemente, abrirei mão de minha pré-candidatura à deputada federal. Afinal, eu preciso pensar mais em mim! Por outro lado, não abrirei mão do transativismo. Sempre que possível continuarei auxiliando estudantes universitários, ou não, participando de palestras, rodas de conversa e programas e mesas de debate, além de conceder entrevistas. 

Enfim, apesar de toda a minha resiliência, meu foco é o desenvolvimento de uma vida semelhante à qualquer outra mulher. Peço que não encarem isso como uma submissão nem ao sistema, muito menos ao cistema, mas como resultado da necessidade de alteração das prioridades, pois, infelizmente, vivemos em uma sociedade capitalista e, ao contrário das maiorias das pessoas, não vendo especificamente minha mão-de-obra propriamente dita, pois o serviço que presto está vinculado com as ideias, os discursos e tem o potencial para transformar a vida das pessoas para o bem e para o mal. Além disto, jornalistas, no Brasil, correm sério risco de vida, ainda mais em um momento que estamos vivendo em um pseudo Estado Democrático de Direito.

Por fim, quero deixar que, neste momento, eu apenas estou me afastando da militância político-partidária, o que é diferente de eu me desfiliar de fato do PSOL. E faço questão de deixar bem claro que continuo disposta a colaborar com o partido com questões bem pontuais, em especial, em eventos de cunho LGBT e sempre que considerar oportuno e eu possuir disponibilidade.

15/03/2018

4 Tiros na Cabeça, 1 Execução: Marielle presente!

Apenas para lembrar que esta execução não ficará impune! MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!

Confesso que ainda estou consternada com a execução da vereadora carioca Marielle Franco na noite de ontem. Apesar de não ter tê-la conhecido pessoalmente, éramos companheiras de PSOL.

Li a manchete do assassinato de Marielle, no Facebook, através do perfil da putativista Monique Prada. Por não ter acreditado no que lia, apesar de o link ser do G1, resolvi checar a informação. Era real. 

Meu semblante mudou de forma radical. Eu, que conversava animadamente, com minha amiga justamente do Rio de Janeiro, fiquei consternada. E, reitero, apesar de não conhecê-la pessoalmente, fiquei absolutamente chocada. Afinal, jamais esperava que tal evento acontecesse com uma vereadora da segunda maior cidade do Brasil.

Seguindo orientação partidária, evitarei fazer quaisquer especulações a respeito da motivação da execução da camarada Marielle. Porém, não vejo problema em tratar o evento como execução se a própria Polícia fluminense investiga o crime tendo a execução como sua principal motivação.

Assim, desde que soube do acontecimento, passei a acompanhar sua repercussão da forma mais perto possível. O que se sabe até agora é que teriam sido ao menos nove disparos contra o carro em que estava Marielle Franco. Destes, quatro atingiram a cabeça da vereadora. Três disparos acertaram as costas do motorista Anderson Pedro Gomes, que também morreu. Sua assessora, Fernanda Chaves, foi atingida por estilhaços, mas está bem.

Inevitavelmente fui dormir perplexa e acordei triste. É natural que o luto atinja de forma mais intensa seus familiares e àquelas pessoas que a conheciam e/ou com ela militavam. Porém, o fato de estarmos no mesmo partido e, em especial, a forma como se deu sua morte, atingiu-me em cheio.

De alguma forma, esta manhã, quando levantei da cama, me dei conta de que algo mudou. Certamente, a execução da Marielle mexeu comigo. Como? Bem, ainda não sei exatamente. O que sei é que não sou mais a mesma que era antes de tomar conhecimento da execução.

É como se alguma coisa tivesse despertado dentro de mim. Mas não se preocupem que não se trata nem de vingança, nem de retaliação. O que sei é que quero Justiça não apenas por Marielle Franco, mas por todas as pessoas que são diuturnamente executadas pelas polícias brasileiras.

A execução de Marielle não pode ficar impune. Agora, mais do que nunca, é uma por todas e TODAS POR UMA!

Marielle presente!

08/03/2018

De Volta ao Blog

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Bem, espero que já tenham reparado que a regularidade de postagens diminuiu. A razão é simples: estou empenhada em retornar à minha carreira como jornalista. Assim, nas duas últimas semanas, eu tenho dedicado meu tempo a assistir vídeos de um curso da BRIO Hunter voltado para jornalistas freelancers, além, é claro, de aplicá-las de forma efetiva.

Também engatei a leitura de "Manifesto Contrassexual", de Paul B. Preciado. Um excelente livro que descontrói não apenas teorias sexuais, como subverte práticas sexuais. E é muito interesse porque toda racionalização contida em seu texto tem como partida o dildo (também conhecido como vibrador ou consolo, se preferirem).

Tive, ainda, quatro consultas no HCPA, nessas duas últimas semanas. Sobre a de dermatologia, eu já escrevi - foi aquela na qual me diagnosticaram com dermatilomania... Porém, nada escrevi sobre a de psiquiatria e a de endocrinologia. Pois bem. A psiquiatra me encaminhou adiante. Para uma especialização dentro da psiquiatria... E, por isto, nesta quinta-feira, terei consulta de psiquiatria pânico. Apesar de ter forte suspeita da razão do encaminhamento, prefiro, pelo menos, por ora, mantê-lo sob sigilo.

Quanto à endocrinologia, a médica gostou de quase todos os resultados. Ela só manifestou descontentamento com dois dos 31 exames que fiz: testosterona (2,14 ng/mL) e o triglicerídeos (188 mg/dL). Em síntese, a testosterona está um tanto alta - o que em tese é ruim, porém, por outro lado, a minha libido voltou à vida, após ter sido extinta quando atingiu 0,1 ng/mL. Quanto aos triglicerídeos, a preocupação se dá porque está em nível moderado. Mas, como disse para ela, este é o Padrão Luiza de triglicerídeos... Obviamente, que tem relação direta com a alimentação e isso deve ser superado com a reeducação alimentar.

Por fim, no início desta tarde, tive consulta de psiquiatria pânico, durante a qual houve a confirmação do diagnóstico de skin picking, ou dermatilomania (se preferirem, em português). Agora, terei a complicadíssima missão de registrar todos os momentos em que sentir vontade de me coçar. Por que considero "complicadíssima"? Porque eu sinto vontade de me coçar praticamente em tempo integral! E, o que é pior: em mais de uma área ao mesmo tempo!

Ainda na semana passada eu me encontrei com uma amiga de longa data, a Jana, com a qual conversei durante cerca de uma hora e meia e, pasmem, experimentei pistache! Sim, pistache! E o que eu achei? Bem, para minha surpresa, eu aprovei, pois me lembrou muito o gosto do amendoim.

Outro aspecto que preciso abordar é que ainda estou em luta contra a minha pessoa no que concerne à instituição de uma rotina racional para a jornada pessoal diária de 8 horas de atividades. Como a Fernanda, minha psicóloga, alertou na consulta de hoje, eu não devo me restringir apenas às videoaulas da BRIO Hunter e suas aplicações imediatas na retomada da carreira de jornalista, desta feita como freelancer. Preciso me lembrar que é mister que eu inclua na rotina espaços para a reeducação alimentar, a inauguração do tão sonhado canal no You Tube, além das atualizações da página da Transborda, no Facebook, e deste blog.

Enfim... realmente é muita coisa a ser feita, mas eu sei, e confio, que atingirei meus objetivos.

💋

24/02/2018

Uma Semana de Mudanças Profundas

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje eu farei um balanço do que foi esta primeira semana sob nova rotina. Sem dúvida, o impacto está sendo bem grande. Na verdade, penso que poderia fazer uso do termo "revolucionário" mesmo. E não, eu não estou exagerando.

Antes de mais nada, houve uma significativa no que concerne ao horário que tenho acordado e  levantado. Antes, era absolutamente impossível que eu fizesse isso antes das 8:30 (se bem que era mais certo que isso acontecesse apenas por volta das 9:00). Para eu levantar em dias que eu precisasse estar em Porto Alegre para as sessões de grupo do Protig - precisamente às 9:00 - era um desafio, um verdadeiro sacrifício. Porém, desde terça-feira, tenho levantado sempre antes das 7:00 (na verdade, acredito que na quarta levantei às 7:15, mas ainda assim). Então, só isto já é o suficiente para ser considerado uma grande vitória! Ocorre, entretanto, que trata-se apenas da ponta do iceberg.

No domingo, eu havia iniciado o curso para jornalistas freelancers da BRIO Hunter. Durante a semana, assisti à mais três aulas e tenho procurado aplicar as dicas apresentadas imediatamente e à segui-las o mais fielmente possível.

Por exemplo, graças às aulas, eu percebi duas coisas muito importantes e que gostaria de compartilhar com vocês:

1ª) Redes sociais como o Facebook, além de serem disseminadoras de fake news, podem  comprometer severamente o senso crítico das pessoas porque são capazes de estimular o "efeito manada". De acordo com matéria da jornalista Juliana Gragnani, da BBC Brasil em Londres, trata-se de uma "referência ao comportamento de animais que se juntam para se proteger ou fugir de um predador. Aplicado aos seres humanos, refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou mesmo um determinado grupo, sem que a decisão passe, necessariamente, por uma reflexão individual". Aliás, neste aspecto, os disseminadores de fake news contam justamente com o "efeito manada" como estratégia para o êxito (?) de seus objetivos;

2ª) Além disso, percebi que o meu próprio senso crítico havia sido comprometido pelo excesso de navegação nas redes sociais, sobretudo, o Facebook. Eu já não conseguia tecer juízos de valor a respeito das informações tal como fazia na época da faculdade - durante a qual, aliás, eu era implacável (quem foi minha/meu colega lembra). Então, estava difícil para mim, avaliar certas posições e opiniões acerca do contexto no qual nos encontramos inseridos.

Por isso, e seguindo a sugestão apresentada em um dos vídeos pelo Breno Costa decidi assinar a  versão online, com direito a acesso da versão impressa, da Folha de S. Paulo. Porém, eu fui além. É inegável que a RBS é a empresa de comunicação que domina o mercado do Rio Grande do Sul. Por isto, senti-me compelida a fazer uma assinatura da GaúchaZH Digital, também com acesso à versão impressa da Zero Hora. Vocês devem estar se perguntando por que eu fiz isso se eu tenho todas as restrições possíveis e imagináveis contra todo e qualquer tipo de monopólio, sobretudo, privado. Antes, é preciso que eu rebato possíveis "argumentos" contrários à minha afirmação. O fato é que, quando uma determinada empresa, seja de que ramo da economia for, concentra um poderio excessivo, ela constitui, sim, uma forma de monopólio - sobretudo, quando impede o desenvolvimento da concorrência e/ou quando mina e/ou inviabiliza esta.  E, sob a minha óptica, tanto a Folha de S. Paulo, quanto a Zero Hora, fazem exatamente isto. 

Além disto, há a questão da precarização das condições de trabalho. Aliás, a segunda parte do livro "A Máquina Capitalista", de Pedrinho Guareschi e Roberto Ramos retrata bem a situação. Ramos, que trabalhou durante algum tempo na Zero Hora na década de 1980, faz uma verdadeira dissecação de como as coisas funcionam por lá. O fato é que este livro nos obriga a fazer algumas reflexões críticas a respeito das relações empregatícias e de consumo ancoradas em uma sociedade dita capitalista.

Mas vamos adiante...

Eu assinei esses dois jornais porque jornalistas precisam estar bem informados e a Folha de S. Paulo possui abrangência nacional e a Zero Hora, estadual. Além disso, a leitura desse jornais são excelentes exercícios para reestimulação do senso crítico. 

Também por contas do Breno Costa, eu bloqueei o acesso ao Facebook em meu notebook, das 8:00 às 18:00 durante os dias úteis. "Ah, Luiza", mas você foi radical. Às vezes, é preciso sê-lo. Porém, isto não quer dizer que eu não possa, se for realmente necessário, desativar o bloqueio para acessar conteúdos com intuito profissional e bloqueá-lo novamente depois.

Além disso, até agora, foram dezenas de dicas bacanas, interessantes e, acima de tudo, úteis.

Ainda seguindo as dicas do Breno Costa eu passei a trabalhar com fones de ouvido e com playlists bem zen que tenho procurado explorar no Spotify. Outra medida adotada para evitar distrações foi a decisão de manter o acesso à versão web do WhatsApp. Mas não seria este aplicativo um favor de distração? De certa forma, sim. Entretanto, trata-se de um aplicativo imprescindível pois uma grande parte das mensagens trafegam por ele. Ou seja: é mais do que honesto reconhecer que o WhatsApp hoje desfruta do mesmo privilégio que o ICQ e o MSN possuíam às respectivas épocas em que estavam no topo. Assim, como nos anos 90 era impensável não ter ICQ e nos primórdios dos 2000 não ter MSN, o mesmo se dá na atualidade com o WhatsApp. E muito disto tem relação com a sua dinâmica. Portanto, é preciso se ter a consciência de que ser jornalista, hoje, sem WhatsApp, não dá. A menos que você tenha vindo da Idade Média - o que acredito não ser o caso. Se bem que têm algumas pessoas que não sei, não...

Outro aspecto que gostaria de salientar é que na quinta-feira da outra semana eu fiz uma visita à sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul. Meu principal objetivo era confirmar se os valores dos serviços disponibilizados no sítio estavam atualizados. Estão. Assim, procurarei usá-los como referência para a cobrança dos honorários jornalísticos. 

Aliás, importante: ter tido contato com essa tabelas de serviços, de certa forma, me estimulou a ir atrás de duas áreas que sei que posso explorá-las. Uma delas é a diagramação - que, aliás, sempre foi um desafio para mim, desde os tempos do PageMaker. Por isto, esta noite, eu baixei o Scriber e sobre o qual me debruçarei nas próximas semanas para aprender a usá-lo. Da mesma forma, farei com o GIMP2. Esse programa, por sua vez, é de manipulação de imagens e corresponderia a um PhotoShop da vida.

Bem, era isto o que gostaria de compartilhar com vocês por enquanto.

💋

22/02/2018

Dermatilomania: o que é e por quê precisamos falar sobre ela!

Olá, pessoal, tudo bem?

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas pela ausência de quase duas semanas. Entretanto, muitas coisas estão acontecendo e, neste momento, meu desafio é colocar a casa em ordem.

Sem dúvida, ao que concerne este aspecto, a mais significativa refere-se à rotina. Segunda no início da tarde tive consulta com a psicóloga e decidimos que era mais do que recomendável que eu alterasse meus hábitos. Assim, agora, tenho horários mais regrados. Por exemplo, tenho me programado para acordar às 7 horas (em dias "normais") e ir deitar à meia-noite. Lógico que exceções terão de ser abertas. Aliás, já ocorreu uma. Dupla.

Ontem à noite teve a partida de volta da Recopa Sul-Americana entre Grêmio e Independiente, da Argentina. Após 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, o título foi decidido nos pênaltis! Resultado: Grêmio bicampeão da Recopa e a Luiza indo deitar à 1:30 da manhã. Isso não seria nada se eu não precisasse levantar às 5:30 para tomar café da manhã, tomar banho, me arrumar e pegar o trem rumo a Porto Alegre, pois teria consulta com uma dermatologista do HCPA!

E assim eu o fiz! É claro que fui caindo de sono para Porto Alegre mas deu tudo certo. Mais incrível ainda que, ao contrário da consulta dermatológica anterior, desta vez, fui atendida no horário. E é sobre ela que eu gostaria de escrever.

Após ter sido diagnosticada ao nascer com hipsarritmia (um defeito na ligação entre os neurônios), depressão, epilepsia e transtorno alimentar restritivo-evitativo, eis que hoje ouvi que sofro de dermatilomania (ou transtorno de escoriação. Em inglês, é conhecida como skin picking).

Quem me conhece pessoalmente já deve ter reparado nas feridas que possuo pelo corpo todo e visto a automutilação que cometo contra a pele. Qualquer semelhança com a imagem abaixo, não é mera coincidência:


Britânica Alys Mann (à esquerda) e suas feridas de pele (à direita).
Crédito: Reprodução/Daily Mail - Fonte: iG Saúde
Assim como eu, a jovem das fotos acima sobre do mesmo transtorno que eu. As lesões de pele correspondem às minhas. Porém, no meu caso, a maior parte das feridas estão concentradas no braço direito e na perna esquerda. Isso não quer dizer que não as tenha em outros locais. Na verdade, tenho sim. No braço esquerda, na perna direita, nas costas e em ambas as nádegas. Não há qualquer parte que escape ilesa à minha fúria incontrolável por atentar contra a pele do corpo que habito.

De toda forma, saí de lá, com uma prescrição para usar Diprogenta, aplicar um gel manipulado com mentol e cânfora, além de terem aumentado a dosagem do Hidroxizine. Também recebi três recomendações: que eu tenha algum objeto prático sobre o qual possa descontar tal necessidade (a psicóloga já havia sugerido a mesma coisa), que eu corte as unhas o mais curtas possíveis e que eu faça meditação. Até me forneceram o telefone de um local em Porto Alegre para que eu comece a frequentá-lo. Trata-se da Sanga Águas da Compaixão (que, após uma breve pesquisa no Google, já descobri que hoje só atende a partir das 19:30).

Por fim, redigiu-se uma breve carta explicativa, encaminhando-me para a psiquiatria, onde afirmam que o transtorno é "provavelmente associado a ansiedade" e, pelo que pude depreender, é altamente provável que receberei algum outro medicamento por parte da psiquiatria. Quem sabe até não haja alguma troca.

Penso, assim, que fica bem claro o por quê decidi escrever a respeito de tal transtorno em um horário que deveria ser restrito às questões profissionais. Entretanto, como vocês podem perceber, a coisa toda é muito séria! Ah, sim... já ia me esquecendo... Não há cura para a dermatilomania, porém, felizmente, é possível mantê-la sob controle com terapia comportamental.

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09/02/2018

Efeméride e Reviravolta

Olá, pessoal, tudo bem?


Antes de mais nada, gostaria de registrar que exatamente há uma semana este blog completou 5 anos de existência! Sim, já são cinco anos "atormentando" vocês! E eu estou muito feliz por esta efeméride. Mas vamos às novidades.

Segunda-feira, após a consulta com a psicóloga, eu passei no Café do Mercado e, desta vez, fui na loja correta. Após descobrir como funciona o sistema, solicitei o café passado da semana - no caso, um Mogiana (para saber mais sobre este tipo de café, clique aqui). Ao contrário dos cafés que costumamos tomar, o Mogiana é um café diferenciado. Ele é encorpado, frutado e com um suave sabor adocicado. A impressão inicial, no meu caso, foi de um enorme ponto de interrogação, pois, foi a primeira vez que saí da zona de conforto em relação a café. Depois, conforme degustava, fui sentindo o gosto diferenciado, percebendo a textura e me encantando com o Mogiana. Saí de lá muito realizada e feliz pois senti-me vitoriosa por ter superado mais um obstáculo. Está certo que falamos de café, um produto pelo qual sou apaixonada - e viciada -, mas ainda assim sempre havia ficado entre expresso e carioca, e, o mais grave, sem fazer ideia do tipo de grão que estava consumindo!

Assim que desembarquei na Estação Novo Hamburgo, corri para o shopping para mais uma sessão de depilação a laser. Enfim, descobri em que pé andam as coisas. Foi a quarta sessão de virilha, base do pênis e ânus; sexta, do rosto; e oitava, das axilas. Desconheço a razão, mas, desta vez, estava bem sensível e, portanto, a sessão foi bem dolorida em todas as regiões. Normalmente, sinto dor apenas no rosto.

Quanto à academia, exceto pela terça, fui todos os dias. Aliás, minha ausência na terça foi mais do que justificada, pois, estive no aniversário da camarada Fernanda Melchionna - vereadora em Porto Alegre. Lá, bebi três copos de cervejas artesanais, sendo dois de uma mesma marca de pilsen e um de weiss. Naturalmente, saí do bar um pouco alta, pois não estou mais acostumada a beber. Mas foi muito bom ter ido porque assim pude conversar outros assuntos com o pessoal que não política. É claro que não teve como se escapar de temas políticos por alguns momentos, pois é precisamente o tema que nos une.

Além disso, passei a semana refletindo a respeito do que fazer. Que caminho seguir? Cogitei a vida acadêmica e a de servidora pública. Porém, não adianta, o Jornalismo e a Política correm em minhas veias. Desta forma, passarei o Carnaval debruçada na criação de projetos e ideias a serem executadas. Também tenho tarefas políticas para as quais preciso dar andamento. 

Porém, antes de tudo isto, eu definitivamente preciso implementar o método GTD em minha vida. E vocês que têm acompanhado minha jornada já sabem que a situação chegou bem perto da de Dom Quixote lutando contra os moinhos d'água. Felizmente, parece que eu encontrei o nó e agora poderei fazer tudo com calma. Estou refazendo exercícios e me preocupando com uma coisa de cada vez. Penso que a melhor forma seja concentrar-me em um capítulo por vez e não querer colocar em prática tudo ao mesmo tempo. Afinal, como bem lembra a Thais Godinho, a bagunça não surgiu da noite para o dia. Assim, precisamos de tempo para colocar tudo no lugar. E o mais importante: é preciso definir prioridades.

E quer melhor época do ano para fazer isto do que o Carnaval? Até porque sempre aproveitei o Carnaval para ler (fiz muito disto durante os cinco anos da faculdade). Lia até tarde, enquanto meu irmão ficava na frente da televisão, assistindo ao Carnaval. Quero deixar claro que, aliás, não se trata de crítica, nem juízo de valor, mas questão de prioridades.

É incrível mas nunca fui de "desligar", ficar em "off" durante as férias universitárias. Vai saber se não foi por isto que eu me tornei uma pessoa meio doida até chegar ao limite da estafa e da sobrecarga, agravada pelo fato de eu não saber dizer "não".

Bem, acredito que isto seja tudo o que eu possa contar sobre a minha semana até aqui porque, sinceramente, nem tudo pode e/ou deve ser dito e, principalmente, escrito.

💋

04/02/2018

Uma Semana Decisiva para as 5 Facetas da Luiza


Olá, pessoal, tudo bem com vocês?


Então, gostaria de comentar algumas coisas com vocês. A semana que hoje se inicia será, possivelmente, um divisor de águas em minha vida. Haverá de tudo e, por isto mesmo, promete ser bem emocionante, além de um tanto tensa.

As atitudes que tomarei esta semana têm potencial para desagradar muitas pessoas. Tratam-se de decisões que exigem serem executadas, pois, mais do que nunca, eu preciso me reconectar com aquela Luiza, lá da infância, e que à época, só existia dentro de mim.

É importante advertir de que as atitudes que tomarei permeiam TODAS as múltiplas facetas da Luiza: a ativista, a política, a aluna, a paciente e a pessoa.

No que concerne à aluna Luiza, posso adiantar que, além de manter uma dedicação especial à academia, eu irei fazer minha inscrição no Processo de Seleção do Programa de Educação Continuada do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU), da UFRGS. Por conta disto, nas próximas horas responderei a um e-mail de uma doutora na área que recebi devido ao contato inicial que fiz com ela. Por ora, no entanto, é conveniente que eu não decline o nome dela, mas, certamente, teremos um encontro pessoal, não nesta, mas na próxima semana, logo após o Carnaval.

A paciente Luiza, por sua vez, precisa ser mais dedicada no que diz respeito ao cumprimento das recomendações recebidas de sua fonoaudióloga, de sua dermatologista, de seu urologista, de seu dentista e de sua psicóloga. E a execução de todas as recomendações demanda um certo tempo diário que, obrigatoriamente, precisa ser reservado. E eu preciso ter consciência de que preciso evoluir muito. Porém, sem dúvida, a melhoria mais urgente é obter autocontrole para não cometer automutilação nos braços, pernas, costas e nádegas.

Com relação à ativista Luiza, é dar prosseguimento às atividades. Ontem mesmo recebi um convite muito bacana de uma grande amiga que está na UFRGS. Entretanto, acredito que não convém entrar em detalhes neste momento. 

Há ainda a política Luiza e é esta a faceta mais delicada. Penso não ser este o espaço mais apropriado para discorrer a respeito de tudo o que acontecerá. Pelo menos, de novo, não neste momento. Porém, tenho a absoluta certeza de que pessoas inteligentes leram as entrelinhas, não é mesmo?

Agora, sem dúvida, e de forma inquestionável, a faceta mais importante é a pessoa Luiza. E esta merece toda a atenção, pois urge que determinadas conquistas sejam alcançadas! A seguir, listo algumas delas - e que considero as mais urgentes:



1ª) Independência financeira completa e definitiva;
2ª) Iniciar no PPGEDU da UFRGS;
3ª) Alugar um apartamento em Porto Alegre.


Por que compartilho tudo isto com vocês?

Porque, exceto pela ativista Luiza, todo o resto tem gerado muita angústia em mim, o que leva à ansiedade. E é a ansiedade, suspeito, que seja a responsável pelas automutilações. Na verdade, nem é a responsável, mas sim um reflexo, uma consequência, um gatilho. Além disso, como comentaram recentemente comigo "Acho bem problemático isso de militar e esquecer da própria vida... agora tu consegue ter mais tempo pra você mesma!" Ela comentou isto antes de saber que eu havia voltado na decisão de sair do MES...

Independente disto, tudo o que expus acima é razão para refletir sobre os rumos a adotar em minha vida. E quem já viu uma palestra minha já deve ter percebido o quanto gosto de fazer isto! Ademais, as Luizas estão sobrecarregadas e não conseguem mais se articularem de maneira eficiente entre si.

Porém, antes de começar a executar tudo o que me propus, irei bater o martelo durante a consulta de amanhã com a minha psicóloga. Quero estar com a consciência tranquila, além de absolutamente segura, quando der o pontapé inicial!

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28/01/2018

Projeto, Salon e Reunião da Setorial LGBT do PSOL RS

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Após mais alguns dias de ausência, eis-me aqui novamente. Bom, permitam-me explicar o "sumiço". Nestes últimos dias eu estive pesquisando a respeito de plataformas que permitam a monetização de blogs ou sítios. Na verdade, o esboço do projeto já está feito, só falta mesmo decidir qual a plataforma. Questionar-me-ão porque não usar o próprio Blogger ou quem sabe até mesmo o WordPress. No primeiro caso, já tentei monetizar este blog cujo hábito vocês já possuem de ler, entretanto, não foi possível. Assim, fiquei receosa de que o problema se repita neste projeto já esboçado. Quanto à alternativa que eu teria, para monetizar qualquer serviço no WordPress é preciso adquirir um plano que custe, ao menos, oito dólares estadunidenses! Seriam cerca de R$ 25 a 30 mensais e pagos com cartão de crédito internacional, o que também não possuo...

Na sexta-feira fui fazer pé e mão no Salon, em Estância Velha. Pela primeira vez lá eu fiz os serviços de forma simultânea, respectivamente, com a Suelin e a Emily. Depois que terminaram o serviço eu fui para a sala de espera, onde encontrei a Vic (designer de sobrancelhas) e a Giulia (uma das cabeleireiras e maquiadora) conversando. Foi quando sugeri à Giulia que tirássemos uma foto, o que ela prontamente aceitou. Então, eis aqui o registro:

Com a Giulia, do Salon

Mais tarde, fui até o Hugo Italiano efetuar a troca de óleo do motor do carro com "apenas" mais de 400 km de atraso... Mas, ok, até que fui de uma pontualidade britânica, haja vista que, ano passado, descobri que uma peça do motor que deveria ter sido trocada com 60 mil quilômetros ainda não havia sido (o que rendeu ao carro a alcunha de "Guerreiro" porque já estava na casa dos 100 mil quilômetros...)!

Por fim, o mais bacana de tudo: academia com a minha best friend in Novo Hamburgo, a Gláucia. E, sim, nós temos nos puxado muito! Se conversamos durante o treino? Sim, claro. Mas nada que comprometa nossos treinos. Ou seja: estamos absolutamente focadas em nossos objetivos.

Quanto ao dia de ontem foi excelente mas cansativo, pois tive uma reunião em Porto Alegre. E, por ser na Câmara de Vereadores, e à tarde, decidi ir de carro, uma vez que é muito complicado ir de lá até o Terminal Uruguai, onde deveria ir de ônibus, pois é o ponto mais próximo da Estação Mercado neste caso. Aliás, por conta disso, ocorreu um episódio para lá de surreal comigo... Cheguei à Câmara de Vereadores por volta das 13:30, ou seja, meia hora do início da reunião da Setorial LGBT do PSOL RS. Deparei-me, entretanto, com o portão de acesso ao estacionamento fechado. Logo saiu um servidor de dentro da cabine e veio conversar comigo. Expliquei-me o que faria lá e ele me respondeu que o portão só seria aberto às 14 horas quando chegasse o servidor que cuidaria do local. Decidi então aguardar à frente do portão. Não tardou para que eu percebesse que havia outro carro atrás de mim. Quando percebi, dei uma ré e como vi que o motorista estava com os vidros abertos, conversei rapidamente com ele. Foi o suficiente para descobrir que aquela pessoa seria quem iria assumir o posto da guarita de entrada e disse-me que poderia entrar com o carro logo atrás dele. Bem, é aí que a coisa fica bizarra... Quando vou fazê-lo, eis que o outro "cidadão" fecha o portão bem na minha cara. Digo-lhe que o servidor que havia recém entrado teria dito que eu poderia entrar. Eis então que recebo a resposta mais autoritária dos últimos cinco anos: "Quem manda aqui sou eu".

Já irritada com a situação, respirei fundo, dei ré com o carro, e o estacionei na rua lateral entre a Câmara de Vereadores e o prédio do Ministério da Fazenda. Decidi, então, conhecer o mais novo cartão postal de Porto Alegre: o prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que fica no fim dessa ruela. Fui até lá, olhei o prédio e quando cheguei no carro, percebi que o portão já estava aberto. Eram 13:45. Adentrei o estacionamento e o guardinha acenou para mim. Segui com o carro e o estacionei embaixo de uma árvore. Juntei o material que tinha dentro do carro e ingressei no prédio da Câmara de Vereadores. Lá, encontrei o camarada Fernando da Setorial. Fomos até a sala 302, onde seria a reunião e descobrimos que a mesma estava fechada. Ficamos conversando até chegar o Samir com um segurança do Legislativo para que a sala fosse aberta. Foi quando me perguntaram da bandeira do PSOL que eu havia dito que teria. Dei-me conta de que havia ficado no porta-malas. Ao descer para buscá-la, cruzo com o pessoal de Pelotas, Dan, Ricardo e a minha xará, Luiza. O último a chegar foi o nosso camarada Fabrício, de Farroupilha.

A reunião foi intensa e produtiva, porém, naturalmente, o conteúdo não pode ser publicizado. Mas fica abaixo o registro da mesma:

Crédito: Dan Barbier

Entretanto, considero pertinente fazer três registros. O primeiro é que, naturalmente, estávamos desfalcados por conta de vários camaradas estarem ausentes devido as férias; depois é preciso salientar que a Setorial LGBT foi recém constituída no Rio Grande do Sul e o número de integrantes deverá crescer consideravelmente nos próximos meses; por fim, definiu-se que a próxima reunião, será nos finais de semana de 19 e 20 de maio, em Farroupilha.

Abaixo, uma das fotos que fizemos na saída da reunião na rampa da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, tendo como fundo a av. Loureiro da Silva.

Da esquerda para a direita: Luiza, Fabrício, Luiza Eduarda, Dan, Ricardo, Samir e Fernando

Ofereci carona ao Samir e ao Fernando e depois de deixá-los em seus respectivos lares, segui pela João Pessoa, fiz o retorno na Olavo Bilac, e cheguei na Venâncio Aires. Então, na esquina do HPS ingressei à esquerda na Osvaldo Aranha, atravessei o Túnel da Conceição e acessei a BR-290 pela lateral da Rodoviária na região do ponto de táxi. Ao chegar em casa, após uma cansativa viagem, eu comi e fui descansar. Pedi para que a mãe me chamasse às 21 horas. Mas acho que fiquei na cama além disso. Aliás, durante o descanso escutei a Rádio Aldeia, de Rio Branco (AC) pelo RádiosNet.


No fim, fui dormir de fato às 3 horas da manhã, ao som da Rádio Cameroun RTS 88.8 FM, de Iaoundé, capital de Camarões. Mas isso apenas depois de me dar conta de que, apesar de usar o aplicativo, estava me concentrando em ouvir rádios das Américas e da Europa. Aliás, eu já havia sintonizado na Radio Pasillo, de Montevidéu, no Uruguai. Esta manhã, eu levantei às 11 horas!!!!!

Já levantei me arrumando e fomos direto almoçar. Depois, eu meio que desmaiei novamente na cama mas fiz um esforço em me levantar para que isso não se tornasse um círculo vicioso.

Enfim, eis um breve resumo do que foram os meus últimos dias...

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